As Primeiras Malhas

Um dos objetivos de eu ter adquirido uma overlock era começar a costurar malha, porque convenhamos, roupa de malha tem seu lugar no guarda-roupa. É confortável e sua modelagem é bem mais simples do que a de tecidos planos. Durante minhas andanças no Barro Preto,  descobri que seu custo é baixíssimo: comprei alguns retalhos de viscolycra e paguei entre 4 e 10 reais, dependendo do tamanho.

Com um retalho roxo, fiz essa aqui pra minha irmã, imitando uma bem similar que ela usa semana sim, semana não:

DSC06386

A partir desse modelo, fiz pra mim também:

malharosa

Preguei uma pala de guipir que estava guardada há um tempão, esperando a peça certa para enfeitar:

pala

Gostei tanto do efeito que animei a fazer outra parecida. Numa malha off-white, resolvi testar a modelagem da manga raglan para encaixar uma pala grandona e deu certo. Contudo, exagerei na altura do decote e precisei ajustá-lo com uma pence no ombro.

raglanbrancadetalhe

Já o comprimento ficou até melhor do que o da rosa:

camisapalabranca

Daí pra frente foi só amor com a manga raglan! Infinitamente mais fácil de modelar e costurar do que a manga convencional (detesto a etapa do embebimento). Variando o comprimento da manga, fiz mais duas blusas. Uma com manga 3/4:

rx

E outra com manga comprida:

azul3

Os punhos foram o pulo do gato: não precisei fazer bainha nas mangas nem na cintura!

punhos

Adorei o resultado, pois agasalham sem esquentar demais, ideais para a meia-estação. E ótimas para trabalhar, pois adicionam pouco volume quando estão por baixo do jaleco.

Essa safra rendeu, viu?!

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Mil e um Retalhos – Parte 2

Ainda na onda dos retalhos, mostro aqui mais peças feitas com o patchwork.

quadro 2               quadro1

Cheguei a pensar em emoldurar esses painéis e fazer quadros, mas depois resolvi que seriam estojos. Fiz dois, um achatadinho, assim:

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E outro retangular, o meu preferido:

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Aproveitei outros dois painéis pra fazer alfineteiros. No enchimento usei plumante e palha de aço, pra manter a ponta dos alfinetes afiados:

alfineteiroa

E por último fui recortando quadrados, divindo ao meio, separando os retalhos e costurando-os até formar a figura de um barquinho. Cada estampa antecipadamente pensada com a sua função: o céu azul claro com micro poás brancos e o mar com arabescos lembrando ondas.

quadro3

Fofo, né?

Esse sim vai virar um quadrinho, daqueles de bastidor, pra decorar meu futuro atelier…

Mil e Um Retalhos – Parte 1

Depois de juntar uma sacolona de retalhos de todos os tamanhos possíveis, resolvi cortá-los em quadrados e triângulos e ir unindo do jeito que a criatividade mandasse. Montei painéis em tons de rosa, vermelho, bege, azul… E no final decidi que iriam virar descansos de panela.

Selecionei uma estampa diferente para compor as bordas e o forro, de forma que seja possível brincar com as combinações ao usá-los à mesa:

combdprosa

combdpazul

Por dentro foram recheados com forrobel 100% algodão. Se sujar, é só lavar na máquina.

Para uma mesa bem colorida!

Patchwork – Capa de Almofada

Precisava substituir a capa de uma almofada antiga, que estava até rasgando. No espírito de aproveitar retalhos, juntei quatro estampas diferentes que formariam um composé. Cortei nesses tecidos 56 quadrados e costurei um a um, num padrão de escada, que deu esse resultado:

detestampa

Depois, uni o painel com outra tricoline de poás pra fazer a capa da almofada em si. Fiz a barra larga, que nada mais é do que uma costura francesa. Ficou assim:

almofada frente

A parte de trás foi feita com a mesma estampa que emoldurou o painel. Por causa das bordas sobressalentes da união dos quadrados, precisei forrar o lado avesso. Havia planejado aquela aba comum de fronhas, mas por causa do cetim do forro, a almofada ficava escorregando e saía da capa. A solução foi fazer casas e pregar botões:

almofadabackandup

Olhos atentos conseguirão ver várias imperfeições, mas com a almofada vestida mal dá pra notar.

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E com dois gatinhos dormindo do lado, fica ainda mais linda!

Brincando de Casinha

Na semana passada fiquei de molho em casa enquanto me recuperava da última cirurgia que fiz pra extrair meus sisos. Entre amoxicilinas, dexametasonas, compressas e sopas frias, aproveitei pra costurar coisas pra casa. Comecei com um cachepó, que formaria um vaso de tulipas (aquelas, da Helena). Me virei com o que tinha em casa: entretela no lugar da manta e botões transparentes substituindo os forrados.

cachepodetulipas

Para as tulipas, usei como enchimento pedaços de pano, aquele lixinho mesmo do que sobra da costura. Os cabinhos são palitos de churrasco, espetados em isopor dentro do cachepó pra ficarem de pé.

tulipasmistas

Só não fiz mais porque as pérolas acabaram… Depois completei mais dois projetos que estava adiando. Repeti a combinação de estampas do puxa-saco num porta-marmita novo pra levar meu lanche pro trabalho.  Ficou assim:

portMARMITA2 E então só faltou a reforma da capa da minha máquina de costura. Tinha feito ela logo quando comecei a costurar, sem exigir demais do que eu era capaz no momento. Os acabamentos eram sofríveis, mas pra quem começou sem saber nem pra quê servia a linha da bobina estava bom demais. Só que com o tempo fui tomando pavor…

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Desmanchei ela todinha, recortei daqui e dali e enfim resolvi usar uma segunda estampa para a barra e a aba que se fecha sob a alça. Arredondei as laterais e e preguei junto uma sianinha, que tão pequenina, quase não dá ver. Mas tá ali ó:

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Na abertura da alça, testei o canto mitrado: os quatro cantos não ficaram perfeitos porque esqueci de abrir as costuras com o ferro. Um pouco mais de treino e eu chego lá!

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Ah, se desse pra brincar assim todo dia…

Roupa de Dormir

Nem sempre o que a gente planeja numa confecção dá certo, mas às vezes ainda dá pra improvisar. Foi assim que surgiu essa peça: depois de duas tentativas falhas em fazer uma camiseta, resolvi transformá-la em pijama.

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Acabei gostando bastante do resultado: além de confortável e fresquinho, ficou diferente. Quase todo pijama utiliza tecidos claros, geralmente malha, com alguma transparência. O meu não. É de crepe, é coloridão e não deixa aparecer sutiã nem calcinha, ótimo pra usar quando se é visita na casa de parentes, por exemplo.

E como eu gosto mesmo é de camisola, porque não fazer uma também? Peguei um crepe azul marinho, um bordado inglês e uma tirinha de retalho de poá e ficou assim:

camisola

Esses vão na mala para usar em Monlevade!