Bata de Laise

Desde que descobri a revista Burda, fico só namorando os moldes que são vendidos individualmente no site do Reino Unido. Em especial, uma bata com decote quadrado, linda de doer:

Embroidered Peasant Top 03/2014 #119 FONTE: http://www.burdastyle.com/

Com este modelo em mente, comprei uma laise e fiquei analisando como faria uma pra mim. Só que os babados me deixaram em dúvida: achei maravilhoso no editorial de moda, mas provavelmente não iria gostar de tanto volume na peça que eu for vestir. Pensei, repensei e resolvi adaptar o modelo.

Desenhei meu próprio molde e na minha versão, incluí mangas raglan:

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Como as ourelas dessa laise já eram bordadas, cortei o tecido de forma que elas fizessem o contorno do decote:

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Olha onde a tira rendada retirada de um lençol veio aparecer! Barrado nas mangas e cintura, com caimento reto:

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Todas as costuras dessa peça são de união. Por causa dos barrados, não precisei fazer nenhuma bainha!

Minha bata acabou ficando bem diferente da ideia inicial, mas bastante fiel ao meu gosto.

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Valeu pela inspiração, Burda!

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Costuras para Viagem

A viagem da minha irmã foi a desculpa da vez para criar novas confecções.

Aquele short cortado de uma saia serviu de molde para costurar mais um. Juntos, foram passear na praia:

short

Improvisei uma mini etiqueta feita com o próprio tecido para sinalizar a parte de trás da peça. Assim ninguém se perde na hora de vestir:

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Para agradecer a gentileza da hospedagem, improvisei duas lembrancinhas para presentear a anfitriã.

Um puxa-saco de retalhos, feito num vapt-vupt:

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E um saquinho para guardar biquínis, com visor de plástico:

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Imagina se fosse eu quem tivesse ido à praia…

As Primeiras Malhas

Um dos objetivos de eu ter adquirido uma overlock era começar a costurar malha, porque convenhamos, roupa de malha tem seu lugar no guarda-roupa. É confortável e sua modelagem é bem mais simples do que a de tecidos planos. Durante minhas andanças no Barro Preto,  descobri que seu custo é baixíssimo: comprei alguns retalhos de viscolycra e paguei entre 4 e 10 reais, dependendo do tamanho.

Com um retalho roxo, fiz essa aqui pra minha irmã, imitando uma bem similar que ela usa semana sim, semana não:

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A partir desse modelo, fiz pra mim também:

malharosa

Preguei uma pala de guipir que estava guardada há um tempão, esperando a peça certa para enfeitar:

pala

Gostei tanto do efeito que animei a fazer outra parecida. Numa malha off-white, resolvi testar a modelagem da manga raglan para encaixar uma pala grandona e deu certo. Contudo, exagerei na altura do decote e precisei ajustá-lo com uma pence no ombro.

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Já o comprimento ficou até melhor do que o da rosa:

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Daí pra frente foi só amor com a manga raglan! Infinitamente mais fácil de modelar e costurar do que a manga convencional (detesto a etapa do embebimento). Variando o comprimento da manga, fiz mais duas blusas. Uma com manga 3/4:

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E outra com manga comprida:

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Os punhos foram o pulo do gato: não precisei fazer bainha nas mangas nem na cintura!

punhos

Adorei o resultado, pois agasalham sem esquentar demais, ideais para a meia-estação. E ótimas para trabalhar, pois adicionam pouco volume quando estão por baixo do jaleco.

Essa safra rendeu, viu?!

Reformas

Voltei da minha última ida a Monlevade com duas peças de roupa perdidas por lá que não via há anos. Trouxe com o objetivo de reformá-las, pena que não tirei foto do antes…

Uma delas era uma saia de festa junina, franzida com elástico no cós e tinha uma renda decorando a barra. Desmanchei a costura que segurava a renda e guardei para utilidades futuras. Cortei o cós e aproveitei o resto do tecido. Virou um short bem praiano:

short

A outra peça tem uma história engraçada. Era um vestido com saia de nesgas, com mangas curtas e ombreiras. Peguei ele na “pechincha de tia Neuza”, que era como chamavámos o dia em que ela resolvia passar pra frente peças que não queria mais. Só que o tal vestido era largo em mim, então o vestia como se fosse saia, amarrava as duas mangas atrás da cintura e ficava dançando Shakira na frente do espelho.

Mal sabia eu que depois de mais de dez anos ia virar costureira e transformá-lo nessa boniteza aqui:

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Precisei mexer só na parte superior: as mangas e ombreiras foram cortadas, refiz a costura dos ombros e todo o acabamento do decote e das cavas. A saia é um trem de lindo:

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Parafraseando tia Neide: vestido de mamãe Dolores!

Mais Viscoses

Quando saí pra comprar o tecido da capa de almofada, bati o olho numa banca de viscoses estampadas e não resisti… Comprei em duas estampas. Com uma delas fiz um vestido pra minha irmã, com saia evasê e bolso embutido lateral (pena que ela não teve saco pra vestir e tirar foto):

vestido

Sobrou tecido suficiente pra uma camiseta, então fiz uma pra mim. Nessa me aventurei a fazer um babadinho decorando o decote:

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Já a outra estampa virou essa aqui, que também levou enfeite: um laço meio retrô pra ficar a minha cara.

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Fiz o acabamento das cavas e decote de todas as peças com viés pronto, que até agora se mostrou o jeito mais fácil. Na bainha passei uma costura dupla, pra segurar bem e não ficar que nem essas que a gente compra e já começa a se desfazer na terceira lavagem. Parece até que foi feita na galoneira, ó:

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Tão frescas, estão sendo as minhas preferidas da estação!

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Robe de Cetim

O frio acabou de vez e meu roupão delicioso de microfibra vai ficar guardado até o próximo inverno. Pra substituí-lo nesses meses de calor, cismei que queria um robe. Para o tecido, escolhi cetim, que é barato e fresco. Depois de encontrar a estampa do jeito que eu queria, comecei a estudar como seria o molde. Fuçando na internet, descobri que o formato era bem simples, então tirei apenas umas medidas referenciais e fui marcando no tecido. Praticamente cortado à mão livre, ficou assim:

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Usei a costura francesa na união das laterais e dos ombros pra dar um acabamento mais bonito. Já reparei que chuleado com zig-zag no cetim não fica tão bom. Tentei uma bainha estreita em toda a extensão do decote, que resultou num ondulado bonitinho na lapela, quase um babado:

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Para aqueles dias em que dá preguiça de usar roupa em casa…

Camisas meia-estação

Passei os últimos meses fazendo um monte de roupa pro verão e acabei treinando muito pouco mangas e golas. Com o friozinho aí, arranjei minha desculpa pra fazer camisas meia-estação. Peguei minha revista de moldes e escolhi um modelo mais básico pra começar.

revista

Básico, mas nem tão simples assim. Precisei copiar o molde que vem na revista pro papel de seda e do papel de seda pro papel craft. Usei tricoline pra facilitar minha vida, e depois cortei todas as partes. Passei tudo a ferro, bonitinho como deve ser e levei pra máquina de costura. Depois de vários ajustes, (o molde era tamanho 42 mas eu visto 40), ficou assim:

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Pra não ficar parecendo uniforme de firma, adicionei um toque de interessância com um retalho estampado no avesso da gola e na alça da manga:

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Depois desse teste, fiz outro molde incluindo palas e recortes pra facilitar os ajustes da cintura. Adaptei o punho, pois essa manga não está dobrada, é 3/4 mesmo.

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Além das alças na manga, também coloquei alças no ombro e tiras nas costas, pra amarrar. E pra finalizar, usei meus botões favoritos: madrepérola.

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Detalhes das estampas:

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Camisas delicadas e femininas, do jeito que eu gosto!