Fronhas de cetim

Criação nova, feita especialmente para quem nasceu com o ♫ cabelo enroladinho, um monte de cachinho na cachola, toin, toin, toin… ♫

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Cabelo cacheado dá trabalho, eu sei. O seu formato em espiral dificulta a chegada da oleosidade natural às pontas, e por isso, exige constante hidratação. As fronhas que a maioria de nós usamos é mais um fator complicador, pois o algodão absorve a oleosidade natural do cabelos. Nos crespos, o resultado disso é um aspecto ressecado, com frizz e cachos desformes. Por isso, recomenda-se a substituição das fronhas de algodão pelas de cetim. Por que será?

Vamos esclarecer, então, algumas coisas.

Cetim é aquele tecido com brilho, leve, suave e escorregadio. É bem provável que o menor atrito com o cabelo durante o sono contribua para a manutenção dos cachos. Mas nem todo cetim é igual, hein? A composição dos fios varia: pode ser de seda, algodão ou poliéster.

Pela lógica, o cetim de algodão, não resolveria o problema. Dizem que o de seda funciona muito bem, mas por ser um tecido nobre, é bem mais caro. Nesse caso, o mais apropriado seria aquele cetim comum, 100% poliéster.

E essa foi a matéria-prima dessas fronhas, que ganharam um delicado barrado de tricoline:

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Usei ora renda, ora bordado inglês, ora guipir para decorá-las:

Untitled designTem pra cama de solteiro e de casal. Lindas, não?

Pra quem tiver curiosidade sobre cuidados com cabelos cacheados e quiser se cercar de referências positivas, dou a dica de um blog maravilhoso sobre esse assunto: http://cabelobomsimsenhor.com/

Aproveito a deixa para uma reflexão: para muita gente, cabelo crespo é sinônimo de cabelo ruim. Citando a Lara Vascouto, em excelente texto publicado no Lugar de Mulher:

“Isso é algo pouco discutido no Brasil: o fato de a nossa grande ojeriza a cabelo cacheado ser reflexo de preconceito racial. Afinal, por mais que nós queiramos negar ou ignorar, cabelo denuncia uma herança étnica e, muitas vezes, um histórico socioeconômico. É por isso que no Brasil e em outros países multiétnicos e profundamente racistas (como EUA, República Dominicana e outros), o cabelo cacheado – que no subconsciente é entendido como uma herança africana – é repudiado, e o cabelo liso – que é entendido como uma herança européia – é desejado.”

Por isso, aprender a valorizar os próprios cachinhos é muito mais do que aceitar o que a natureza te deu. É também desconstruir preconceitos e uma valiosa forma de empoderamento feminino.

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